Meteorologia no SIPAM
02-Jul-2012

meteorologia, pelas suas inúmeras aplicações práticas nas mais diversas áreas da atividade humana, constitui-se numa ciência de caráter transversal. Nesse contexto, a previsão do tempo adquire formas as mais variadas, permitindo múltiplas coberturas espaciais e temporais com forte aplicação nas ações de planejamento e na operacionalização de serviços públicos e privados. Mercê dessas virtudes, tem crescido incessantemente no cenário mundial tanto no que diz respeito a sua estrutura básica de dados – com a implantação de redes de coleta automatizadas e sensores cada vez mais precisos – quanto ao seu invejável arcabouço tecnológico – com sistemas computacionais potentes e versáteis, e grande desenvolvimento nas áreas de pesquisa. Este quadro tem influenciado sobremaneira a formação de recursos humanos, seja no aspecto da sua formação básica quanto na capacitação.

O Hemisfério Sul possui a mais baixa densidade de sistemas de coleta de dados meteorológicos do mundo. A Amazônia, dada sua singularidade, com baixa densidade populacional e remotas áreas de ocupação, pontifica nesse cenário. A sensibilidade do governo brasileiro e a inequívoca necessidade de proteção dessa fabulosa fronteira natural, patrimônio biológico incalculável, foi o berço que originou a criação do Projeto Sivam e do Sistema de Proteção da Amazônia, o Sipam.

As redes de comunicação e sensores hidrometeorológicos implantadas na Amazônia pelo Projeto Sivam traçaram um novo paradigma para o desenvolvimento sustentável da região, encurtando as enormes distâncias regionais, aproximando os amazônidas e permitindo sua inclusão na aldeia global, numa ação até a pouco impensável.

No segmento de meteorologia ocorreram grandes transformações. Com a instalação de um fabuloso parque de sensores meteorológicos (veja figura abaixo), não apenas cobriu-se um enorme vazio existente, mas também se produziu um grande diferencial com a implantação da rede de radares meteorológicos.

O Sistema de Proteção da Amazônia conta com um grupo de meteorologistas distribuídos nos seus três Centros Regionais, constituído na sua maior parte de Mestres e Doutores, o que habilita a instituição a ocupar lugar de destaque na meteorologia do trópico úmido.

Os principais produtos gerados pelo Censipam na área de meteorologia são o Boletim Climático, produzido mensalmente, com projeções de temperatura e precipitação para os três meses subseqüentes; os Boletins Especiais (que podem ser produzidos para situações específicas de condições adversas ou para atender missões de campo) e os boletins diários.

A parceria com os meios de comunicação permite que os dados do Censipam atinjam o maior número de pessoas na região amazônica, realizando um verdadeiro serviço de utilidade pública. A Rede Amazônica, em Manaus, por exemplo, utiliza em seus telejornais a previsão do tempo feita pelo Censipam.

sensoresweb.gif

Sensores Meteorológicos do SIPAM instalados na Amazônia:
ERM – estação de radar meteorológico
EMS - estação meteorológica de superfícies
EMA - Estação Meteorológica de altitude