Proteção Ambiental
As ações de proteção ambiental do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) envolvem uma série de ações integradas no território da Amazônia. São ações que vão desde o desenvolvimento de estudos e projetos, com eixos temáticos definidos (desflorestamento, detecção de raios e meteorologia) com vistas a avaliar e monitorar os impactos da ação antrópica, até a aplicação de técnicas de geoprocessamento e de sensoriamento remoto, ambos voltados à caracterização desses impactos e de suas medidas mitigadoras, apoiadas por uma logística local implantada.

  • Desmatamento  ( 0 itens )
    O combate ao desmatamento é uma prioridade do Governo Federal. O Censipam tem atuado nessa atividade cumprindo seu papel de apoiar e contribuir com os órgãos parceiros na integração e geração de informações estratégicas e atualizadas do desmatamento na Amazônia Legal.

    Para isto, além da produção de informações, coloca à disposição de todas as organizações governamentais que atuam na região, dados e imagens dos sensores aerotransportados, as quais possibilitam a obtenção de informações mais precisas de áreas de desmatamento ilegal, além de permitir a cada órgão parceiro planejar com segurança sua atuação em campo, contando com o apoio do Censipam também na monitoramento e controle das operações.

    Além disto, o Censipam tem monitorado o desmatamento em áreas de proteção através do Programa de Monitoramento de Áreas especiais – ProAE. O ProAE utiliza dados do sensor "Thematic Mapper" a bordo do Satélite Landsat-5, os quais são complementados com as imagens dos sensores aeroembarcados, para a identificação de desmatamentos irregulares nos estados do Acre, Mato Grosso e Rondônia. Como produtos, são gerados relatórios contendo estimativas de áreas antropizadas, incluindo aquelas com extração seletiva de madeira em processo avançado e dados georreferenciados que são repassados para o planejamento das operações dos órgãos parceiros em suas ações fiscalizatórias.



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    Mapa de área desmatada produzido a partir de imagens do Sipam



    O Governo Federal já possui vários programas de destaque no combate ao desmatamento como o Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real), o Prodes (Programa de Cálculo do Desflorestamento da Amazônia Legal), além de projetos de outros órgãos parceiros com os quais o Censipam tem contribuído fornecendo as informações necessárias para a efetividade das ações. O ProAE destaca-se dentre outros programas e complementa dados de monitoramento do desmatamento na região amazônica por identificar áreas antropizadas de pequenas proporções (a partir de 900 m²). Muito freqüentes nas áreas especiais, principalmente nas terras indígenas, estes pequenos desmatamentos apontam o início do processo de antropização, além de indicar os carreadores de transporte da madeira, dando suporte aos trabalhos realizados pelas instituições de fiscalização.
  • Detecção de Raios  ( 0 itens )
    raioweb.gifA medição de descargas atmosféricas constitui uma ferramenta essencial para o estudo meteorológico da Amazônia Legal, possibilitando o monitoramento de eventos extremos e dos principais impactos que interferem na dinâmica climática regional.

    Considerando tal importância, o SIPAM possui uma rede de 12 sensores de descargas atmosféricas que cobrem parte dos Estados do Maranhão, Tocantins e Pará, constituindo a atual Rede de Detecção de Raios (RDR).

    Baseados em um receptor de banda larga que digitaliza dados de sinais impulsivos produzidos por descargas elétricas atmosféricas, os sensores da rede permitem (através da análise da assinatura espectral) a discriminação entre descargas intra-nuvem e nuvem-terra com alcance de detecção horizontal aproximado de 2.000 km. Os sinais das descargas atmosféricas são transmitidos através de canais de comunicação direcionados às centrais de processamento situadas em Belém e, finalmente, são processados e distribuídos em tempo real para unidades de visualização e armazenamento de dados.

    Com uma eficiência de detecção de 70%, a RDR possibilita a geração de informações e dados para o desenvolvimento de pesquisas na área de climatologia, hidrologia e aquecimento global.

    INPE, Furnas e Eletronorte, órgãos parceiros do Censipam, contribuem para a manutenção e operacionalização dos sensores de descargas atmosféricas em campo, auxiliando no processamento dos sinais atmosféricos que alimentam pesquisas da área de meteorologia.

    Mapa de Ocorrência de Descargas Elétricas é um aplicativo do Censipam que mostra as descargas elétricas - raios - em tempo real.
  • Meteorologia  ( 0 itens )

    meteorologia, pelas suas inúmeras aplicações práticas nas mais diversas áreas da atividade humana, constitui-se numa ciência de caráter transversal. Nesse contexto, a previsão do tempo adquire formas as mais variadas, permitindo múltiplas coberturas espaciais e temporais com forte aplicação nas ações de planejamento e na operacionalização de serviços públicos e privados. Mercê dessas virtudes, tem crescido incessantemente no cenário mundial tanto no que diz respeito a sua estrutura básica de dados – com a implantação de redes de coleta automatizadas e sensores cada vez mais precisos – quanto ao seu invejável arcabouço tecnológico – com sistemas computacionais potentes e versáteis, e grande desenvolvimento nas áreas de pesquisa. Este quadro tem influenciado sobremaneira a formação de recursos humanos, seja no aspecto da sua formação básica quanto na capacitação.

    O Hemisfério Sul possui a mais baixa densidade de sistemas de coleta de dados meteorológicos do mundo. A Amazônia, dada sua singularidade, com baixa densidade populacional e remotas áreas de ocupação, pontifica nesse cenário. A sensibilidade do governo brasileiro e a inequívoca necessidade de proteção dessa fabulosa fronteira natural, patrimônio biológico incalculável, foi o berço que originou a criação do Projeto Sivam e do Sistema de Proteção da Amazônia, o Sipam.

    As redes de comunicação e sensores hidrometeorológicos implantadas na Amazônia pelo Projeto Sivam traçaram um novo paradigma para o desenvolvimento sustentável da região, encurtando as enormes distâncias regionais, aproximando os amazônidas e permitindo sua inclusão na aldeia global, numa ação até a pouco impensável.

    No segmento de meteorologia ocorreram grandes transformações. Com a instalação de um fabuloso parque de sensores meteorológicos (veja figura abaixo), não apenas cobriu-se um enorme vazio existente, mas também se produziu um grande diferencial com a implantação da rede de radares meteorológicos.

    O Sistema de Proteção da Amazônia conta com um grupo de meteorologistas distribuídos nos seus três Centros Regionais, constituído na sua maior parte de Mestres e Doutores, o que habilita a instituição a ocupar lugar de destaque na meteorologia do trópico úmido.

    Os principais produtos gerados pelo Censipam na área de meteorologia são o Boletim Climático, produzido mensalmente, com projeções de temperatura e precipitação para os três meses subseqüentes; os Boletins Especiais (que podem ser produzidos para situações específicas de condições adversas ou para atender missões de campo) e os boletins diários.

    A parceria com os meios de comunicação permite que os dados do Censipam atinjam o maior número de pessoas na região amazônica, realizando um verdadeiro serviço de utilidade pública. A Rede Amazônica, em Manaus, por exemplo, utiliza em seus telejornais a previsão do tempo feita pelo Censipam.

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    Sensores Meteorológicos do SIPAM instalados na Amazônia:
    ERM – estação de radar meteorológico
    EMS - estação meteorológica de superfícies
    EMA - Estação Meteorológica de altitude
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