Infraestrutura Tecnológica
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  O Sistema de Proteção da Amazônia conta com uma infraestrutura tecnológica que gera conhecimento atualizado para a articulação, o planejamento e a coordenação das ações de governo na Amazônia Legal. São estações meteorológicas, plataformas de coleta de dados, radares meteorológicos e de vigilância, sensores aeroembarcados, estações de recepção de dados satelitais e uma rede integrada de telecomunicações. Esse aparato possibilita um trabalho integrado com os mais diversos órgãos parceiros (defesas civis, Ibama, Polícia Federal, ICMBio, Forças Armadas, Agência Nacional de Águas, Ministérios do Meio Ambiente, da Reforma Agrária, da Justiça, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além de universidades, secretarias municipais e estaduais de meio ambiente na Amazônia Legal).


  Graças a esse parque tecnológico é possível, por exemplo, o monitoramento meteorológico de toda Amazônia, repassando informações às defesas civis e outros órgãos parceiros para planejarem suas ações. O sensoriamento remoto é fundamental para o monitoramento ambiental, identificando desmatamento e outros ilícitos na região como o plantio de drogas e a mineração ilegal. Portanto, as aplicações desses meios técnicos e a associação dos dados obtidos, proporcionam informações detalhadas e adequadas às necessidades operacionais de cada órgão parceiro do Sipam.   Cabe ainda ressaltar o desafio constante de atualização do parque tecnológico. Em 2009, o órgão modernizou as antenas de comunicação via satélite. Esses equipamentos são fundamentais em áreas desprovidas de sinal de internet na Amazônia. Foram adquiridas 1.069 novas estações Vsat (Very Small Aperture Terminal).    As antigas antenas do parque tecnológico estão sendo substituídas pelos novos equipamentos, comprados da empresa israelense Gilat Satellite Networks. Elas possibilitam aos usuários do sistema equipamentos modernos, com mais funcionalidades e com maior capacidade de transmissão. Também foram adquiridas duas novas estações máster (HUB), sistema que interliga todas as antenas. Uma fica em Brasília e outra em Manaus, servindo de back-up. As antenas, cedidas pelo Sipam, estão instaladas na Amazônia para os mais diversos parceiros.

 

 

Conheça a infraestrutura tecnológica

Aeronaves de Sensoriamento Remoto

Aeronaves ERJ145 adaptadas com diversos sensores aeroembarcados para geração de imagens de alta precisão, com sensores óptico, infravermelho, multiespectral e radar de abertura sintética (R-99). A gestão das aeronaves é feita pela Força Aérea. Cada sensor possui uma aplicação específica, permitindo o emprego das aeronaves em diversos tipos de missão.
Sensor OIS (óptico e infravermelho) para geração de vídeos com imagens diurnas, noturnas e de calor.
Sensor MSS (multiespectral) para imageamento georreferenciado em alta resolução, capaz de diferenciar tipos de vegetação, poluentes, minerais e diversas substâncias que possuem resposta espectral diferenciada.
Sensor SAR (radar de abertura sintética): permite gerar imageamento georreferenciado em alta resolução para análise de desmatamento, construções, alagamentos, sendo capaz de obter essas imagens através das nuvens.    



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Imagem de radar da Ilha do Marajó coletada pelo R99






 

Aeronaves de Vigilância Aérea


As cinco aeronaves E-99 operadas pela Força Aérea Brasileira foram adquiridas dentro do Projeto SIVAM/SIPAM. As aeronaves estão equipadas com modernos sistemas de navegação e comunicação, do tipo Alerta Aéreo Antecipado e Controle ( AEW&C - Airbone Early Warning and Control). Estas aeronaves estão equipadas com potentes radares Ericsson Erieye, montados em seus dorsos, com capacidade de detectar qualquer aeronave que possa invadir o espaço aéreo brasileiro, mesmo em baixas altitudes, garantindo a soberania do espaço aéreo. Executam o comando e o controle a bordo, além de possuir uma avançada suite "datalink". O E-99 AEW&C é uma das mais modernas aeronaves de inteligência, de reconhecimento e de vigilância.
Aeronave E-99Aeronave E-99


ADS 80

Equipamento aerofotogramétrico digital, uma câmera de imageamento aéreo de alta resolução que gera imagens digitais contínuas ao longo do voo. O equipamento foi adquirido por meio de um Acordo de Cooperação entre o Centro Gestor do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e a Aeronáutica. O equipamento, modelo ADS 80, produz imagens com resolução de até 5 centímetros do terreno, com qualidade superior as de satélites disponíveis, geradas por sensores orbitais comerciais do mercado. O equipamento aerofotogramétrico foi instalado na aeronave R-35A - Learjet, do 1º/6º Grupo de Aviação, em Recife, além de duas centrais de processamento de imagens em solo.
Vale do Paraíba











Imagem feita pelo ADS 80 no Vale do Paraíba, São Paulo.







Antenas VSAT
Antena VSAT (Very Small Aperture Terminal) leva comunicação via satélite à Amazônia e estão instaladas em pontos remotos ou em áreas sem comunicação confiável. O tamanho das antenas varia de 1,80 metros a 3,8 metros de diâmetro. As principais aplicações dos equipamentos são voz, transmissão de dados, acesso a sistemas governamentais, internet, vídeo e telemetria para sensores remotamente instalados. Todas as antenas se comunicam com um equipamento central, denominado de hub (concentrador).A Hub, uma antena de 9 metros, funciona como ponto de interconexão para outras redes de comunicação, coordenando o tráfego entre elas.  Atualmente, temos mais 400 antenas, sendo utilizadas de diversas formas.


Antena HUB

































 Antena de comunicação via satélite






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